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Amigos dos Animais

Este blog tem o intuito de ajudar nossos leitores a entender melhor os seus animais.

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As 4 propostas mais curiosas do PAN

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)  é a surpresa do momento. Nas eleições legislativas, o PAN elegeu um deputado, com propostas curiosas como os pombais contracetivos com ovos de gesso para enganar as aves ou os copos menstruais, mais ecológicos dos que os pensos higiénicos.

Numa entrevista por escrito à TVI24, André Silva, líder do partido e o deputado eleito, dá esclarecimentos sobre seis dos 160 pontos do programa eleitoral que poderão parecer mais insólitos.

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 - Repensar o conceito de "pessoa"

 

De acordo com o PAN, que cita estudos científicos, os animais também são dotados de consciência, mas não têm o direito de ser considerados como pessoas. O PAN defende, por isso, o reconhecimento no Código Civil de um eventual terceiro tipo de pessoa, para além da pessoa singular e da pessoa coletiva já existente.

 

“Esse é um dos motivos pelo qual o PAN pretende fazer uma proposta de alteração do estatuto jurídico do animal para que este deixe de ser visto como uma ‘coisa’, à semelhança do que já acontece em França ou na Alemanha”, afirma André Silva.

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- Regulamentar o controlo de pombos citadinos, através dos pombais contracetivos

O PAN quer que a Câmara de Lisboa instale na cidade “pombais contracetivos”, para resolver o “problema” do “excesso populacional de pombos”. A ideia é que as aves estabeleçam os ninhos nestas estruturas, sendo depois os ovos retirados do local e substituídos por outros “em gesso ou plástico.” E o que acontece aos ovos que são retirados aos pombos? Que benefícios retiram os cidadãos?

A grande questão em torno dos pombais contracetivos é o controlo populacional, como tal a gestão dos ovos (não fecundados) torna-se uma questão residual, sendo que os mesmos terão que ser incorporados na gestão de resíduos sólidos urbanos. Estando a população de pombos controlada, serão também menos os resíduos deixados por estes”, esclarece André Silva.
Além disso, o líder do partido que arrancou há quatro anos sublinha que nenhum cidadão tem orgulho em saber que a autarquia onde vive controla o número de pombos através de métodos cruéis como o envenenamento, em detrimento de outros métodos mais eficazes e mais éticos como é o caso dos pombais contracetivos. Estes não só têm um baixo custo como já foram testados noutros países, como a França, e funcionam.

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- Proibir a produção e o comércio de foie gras

O modo de produção de foie gras implica um sofrimento muito grande para os patos e para os gansos que são obrigados a comer de forma desmesurada até à morte. Para impedir que mais animais sejam torturados, o PAN defende a proibição legal da produção e venda de foie gras em Portugal. André Silva explica por que o programa do PAN tem especial enfoque na produção de fois gras.

“A técnica usada, denominada de ‘gavage’, implica que os animais sejam alimentados por um tubo introduzido diretamente no esófago, tudo com o objetivo de os engordar rapidamente para que o seu fígado inche e acabe por ficar cerca de 10 vezes maior do que o normal. Todo o processo é extremamente doloroso para os animais, culminando com a sua morte.“

Mas no programa político do PAN, os bovinos e os suínos também não são esquecidos.

“O partido tem medidas que promovem o bem-estar animal tais como a proibição de utilização de celas de gestação para animais reprodutores, a proibição de mutilação em leitões, implementar o sistema de horas diárias entre crias e progenitores, proibir a inseminação artificial de animais e regular o número de gravidezes a que as fêmeas são sujeitas, entre outras”, refere André Silva.

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- Incluir os animais no agregado familiar 

Atualmente o sistema de apoio a famílias mais carenciadas não inclui os animais no agregado familiar. Esta é uma situação injusta tanto para a família como para os animais, no entender do PAN. O partido pretende, por isso, criar apoios para estas famílias, nomeadamente ao nível da alimentação dos animais, dos tratamentos médico-veterinários e da vacinação.

Tendo em conta o contexto sociocultural e a crise económica, com a ameaça de falência do sistema de segurança social, como pretende o PAN implementar este sistema de apoio às famílias mais carenciadas que inclui os animais no agregado familiar? E com que verbas?

André Silva explica que, em Portugal, 53% dos cidadãos têm animais de estimação, o que demonstra uma crescente sensibilidade em relação a estes seres que formam domesticados pelo homem há vastos anos.

“A verdade é que emocionalmente os animais já fazem parte do nosso agregado familiar pelo que perante a lei também o devem ser. Não se trata de uma questão económica mas sim ética”, remata.

 

Como lidar com a morte de um animal

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 Todos os animais morrem e devido à curta esperança média de vida que têm em relação aos humanos é frequente os donos terem de enfrentar a perda de um ou mais animais de estimação. Por se tratar de um animal irracional, o dono muitas vezes questiona-se sobre se tem direito a fazer o luto.

Os animais de estimação partilham a nossa vida durante anos. Contamos com eles para apoio, pois não criticam nem julgam; para aliviar o stress, pois estão sempre prontos para a brincadeira; e não há nada melhor do que um afago, depois de um dia que não correu tão bem.

É por estas razões que os humanos se apegam aos animais, criando laços profundos de companheirismo. São âncoras com quem podemos sempre contar, até ao dia em que por acidente ou por doença deixam de estar entre nós.

 

Sofrimento

Um animal não é uma pessoa, mas é normal sofrer com a morte de um ser com quem partilhou a vida durante 5, 10 ou mesmo 20 anos, mesmo que esse ser não seja racional. Os donos têm o direito de sofrer com a morte do seu animal, independentemente da opinião da vizinha, do familiar ou do colega de trabalho. Por vezes os donos de animais de estimação sentem que não têm “permissão” para chorar abertamente a morte do seu animal, seja porque o valor do seu animal é depreciado por outros ou seja porque os outros nunca passaram por essa situação.

 

O mais importante é saber que não precisa da autorização de alguém para poder chorar o seu animal. Procure pessoas que estejam a passar pela mesma situação e desabafe. Em casa, não se iniba de falar e chorar em frente a outros adultos.

Ninguém lhe pode dizer ao certo durante quanto tempo se sentirá triste, pois o processo de aceitação depende de cada um. Existem contudo quatro etapas ligadas à perda de um ente querido:

 

Negação, choque, isolamento

Geralmente ocorre quando o animal ainda está vivo, mas encontra-se já em fase terminal. Os donos têm dificuldade em aceitar a morte do animal e evoluem para um estado de choque quando a morte efectivamente ocorre. Sentem-se fora da realidade e não conseguem perceber que o animal já não está efectivamente entre nós.

 

Raiva

Assim que se apercebem da realidade, os donos sentem-se zangados e disparam sentimentos de  raiva em várias direcções. Pode-se sentir traído pelos membros do resto da família, que não expressam os sentimentos da mesma forma, pela sociedade, pelo veterinário e até mesmo Deus.

Apesar de racionalmente a raiva indiscriminada não ter lógica, emocionalmente os donos não conseguem deixar de se sentirem zangados.

 

Culpa

A culpa é frequente nos casos em que um ente querido falece. Começamos a supor tudo e mais alguma coisa: “Se tivéssemos consultado mais opiniões profissionais”; “Se lhe tivesse dado mais atenção”, etc. Quando se trata de um animal de estimação, a culpa é recorrente, pois o dono é responsável por ele e é ele quem toma todas as decisões que influenciam de forma determinante a vida do animal.

 

Assim, o dono sente-se também responsável pela sua morte. Também muito comum é o sentimento “Se eu tivesse passado mais tempo com ele” ou pactos secretos como “Se eu fizer isto, o meu animal volta para mim”.

Os casos em que a decisão de eutanásia foi colocada, independentemente de ter sido ou não aceite, gera um sentimento de culpa no dono que se questiona se terá agido da melhor forma, quer por ter terminado o sofrimento do animal, quer por ter insistido no tratamento.

 

Depressão

É natural ficar triste quando morre um ente querido, mas a depressão é um estado psicológico que deve ser acompanhado por um médico. Muitas vezes esta fase caracteriza-se apenas por momentos de tristeza, que não chegam a tornar-se depressões. Esta fase pode terminar quando sentimos que há outros que partilham a nossa dor.

 

Recuperação

A recuperação é pautada pela aceitação da morte como algo que aconteceu e sobre o qual não temos poder de alterar. Implica encarar a vida tal como ela é e seguir vivendo. Não é uma altura de sorrisos ou momentos felizes, é antes marcada pelo regresso da calma e paz.

Estas fases podem não se suceder e o dono pode saltitar entre estes estados de alma. Pode inclusivamente não experienciar todas as etapas. Momentos pontuais podem atirar o dono em recuperação para uma destas fases novamente, tais como o aniversário do animal de estimação ou outras mortes, por exemplo.

O processo de luto difere de indivíduo para indivíduo, daí que a recuperação tenha de partir da própria pessoa e não de forças externas.

 

Recordações

Seguir em frente não implica esquecer o seu animal. Por vezes, “arrumar as ideias” ajuda a ultrapassar esta fase. Pode fazer um álbum de fotografias para guardar ou enterrar no jardim, numa espécie de funeral simbólico, já que a maioria dos animais são cremados.

Com isso pode fazer um memorial ao animal. Muitos donos optam por plantar árvores a quem atribuem o símbolo do animal.

Ultrapassar

O tempo é o melhor remédio e cura tudo. Se der tempo ao tempo, a dor sossega e vai progressivamente recordando os bons momentos e não a morte. Com tempo, os donos começam a rir quando se lembram das traquinices dos animais, daquela vez em que ele roeu o sapato, que o fez tropeçar na rua, etc.

 

Novo animal

Os animais são insubstituíveis, mas assim que chegar à fase de recuperação pode pensar em ter um novo animal novamente. Os animais fazem-nos rir e as suas exigências obrigam-nos a não desistir. Mas não se precipite. Toda a família deve querer um novo membro e este não deve ser visto como substituto mas como um animal independente e com um temperamento próprio.

Lei dos Maus Tratos a Animais - mais sensibilização

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 Um ano depois da criação da lei de criminalização dos maus tratos a animais,

os portugueses estão cada vez mais sensibilizados para esta questão.

Até Outubro, a GNR recebeu 4005 denúncias e, só em Julho, 431.

A lei prevê que aqueles que sem motivo legítimo inflijam dor, sofrimento ou outros maus tratos ísicos a animais de estimação sejam punidos com pena de prisão até

um ano ou com pena de multa até 120 dias.

 

A pena aumenta para 2 anos ou 240 dias de multa caso a violência leve à morte do animal, à privação de membros ou orgãos, ou caso afete permanentemente a capacidade de locomoção. A lei só inclui os animais de estimação ou de companhia.

Trata-se de um crime público.

 

Denuncie às autoridades atos de violência contra animais através da linha

"SOS Ambiente e território" (808 200 520).

A PSP criou também um e-mail (defesaanimal@psp.pt) e ainda outra linha de atendimento (217 654 242), com o objectivo de receber denúncias e esclarecer.

 

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