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Amigos dos Animais

Este blog tem o intuito de ajudar nossos leitores a entender melhor os seus animais.

Amigos dos Animais

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A trupe da Pandora

Quando me apresentei assumi-me como cat person. Ao longo da minha vida foram muitos os gatos que tive. Sempre os tive. Tenho fotos de recém nascida com um enorme gato preto ao meu lado. Pois, também tenho uma tara especial por gatos pretos. Mas já lá vamos. Sempre tive gatos, cresci com eles sempre por perto, e não houve um dia que eu não tivesse um gato em casa. Herdei esta paixão pelos felinos do meu pai. Ele adora gatos. Especialmente pretos. Já é de família.


No mínimo havia um gato em casa, mas por norma eram sempre mais. Em casa de aldeia, vivenda com quintal e jardim, tínhamos sempre vários gatos, e gatas que iam parindo, e os que não se davam, ficavam por casa. 


Já crescida e com namorado, ele pergunta-me o que eu queria para os anos. Respondo: um gato preto de olhos verdes. E no dia do meu aniversário ele aparece-me com uma bolinha preta de olhos verdes. Dos gatos todos que havia e casa, aquele era o meu. Normal que dois anos depois, quando fomos morar juntos, eu o levasse comigo. Mas não foi sozinho. Nos entretantos, a gata da sogra tivera uma ninhada e eu fiquei com um. Era o mais reguila da ninhada, um terrorista enquanto era pequeno. Depois acalmou, e engordou. De Puto, como lhe começámos a chamar, passou a Gordo e Gordo é até hoje.


Portanto, quando iniciei a minha vida de "casada", vieram dois gatos connosco: o Preto e o Gordo. O Preto com dois anos, o Gordo com um. Habituados a casa grande, com pátio, quintal, terras em volta, vida pacata de aldeia, viram-se num apartamento, numa vila. Sorte a minha ter encontrado um apartamento em zona sossegada, um RC elevado em relação à rua, com um terraço enorme para eles poderem estar. O Gordo, mesmo na casa da aldeia, era gatinho de casa, facilmente se habituou ao apartamento, a vir ao terraço e ali ficar ao sol. Já o Preto, habituado a andar à vontade dele, a explorar as redondezas, estranhou imenso o apartamento e ao fim de uma semana fugiu. Procurei, procurei e desesperei. Cada gato preto que eu via nas redondezas ia atrás para ver se era o meu. Meses depois do desaparecimento do Preto, encontrei à porta da loja, onde eu trabalhava na altura, um gatinho bebé que andava escondido nos carros, junto a uma estrada movimentada. Miava, chorava, escondia-se, e quando lhe pus a mão, agarrou-se ao meu colo e não parava de ronronar. Era minúsculo. Lindo. Tigrado, com as cores de um siamês e uns olhos azuis invulgares. Sem qualquer dúvidas, trouxe-o para casa, dei-lhe banho, tratei dele, e ele, de uma meiguice extrema, sentiu-se logo em casa assim que entrou. Muito brincalhão, muito ronronadeiro, enchi-o e mimo e mimalho é ele. Dei-lhe o nome de Patinhas, porque achei imensa piada ao padrão que ele faz nas patas, exatamente iguais. Além disso é um às com as patas: brinca, salta, joga à bola com fintas dignas de um Cristiano Ronaldo. Ainda hoje é assim, um enorme gato bebé, mimalho, ronronadeiro, brincalhão, um poço de meiguice.


Entretanto mudei de emprego e no novo emprego conheci uma senhora que era (e continua a ser) a responsável por um abrigo de animais, cujas instalações ficam perto de casa e eu desconhecia. Fui lá visitar o espaço, já com interesse em me tornar voluntária, e qual não é o meu espanto e enorme alegria quando encontro o meu Preto, há dois anos desaparecido de casa. A senhora não se lembra como ele foi lá parar, mas era tão dócil que até estava na ala dos gatos bebés, porque na ala dos adultos, os outros batiam-lhe e ele não se defendia. Reconheci-o pelos dentes (já vão perceber nas fotos), pelos olhos, e porque, também ele nos reconheceu. Segundo a senhora da associação, era um gato muito reservado, sempre deitado no seu canto. Não fazia mal, mas também não deixava que lhe pegassem. Quando nos viu começou a ronronar e veio para o nosso colo. Toda eu era lágrimas de felicidade. Veio logo para casa connosco, assustadiço, com o pelo acastanhado, de russo e queimado do sol. Com o tempo voltou ao gato meigo e brincalhão que era, e o pelo preto brilhante. Os dentes continuam os de um vampirinho, e os olhos de um verde profundo.


E assim eram três gatos. Até há poucos meses o namorado me ter aparecido em casa com um bebé que apanhou na fábrica onde trabalha. Um pequeno selvagem que se escondia e bufava e mordia. Demorou alguns dias a ser "domado", mas depressa se tornou dócil, brincalhão e com confiança em nós. Procurámos adotante, afinal já tínhamos três, e ainda houve alguns potenciais interessados. Só que acabou por não dar em nada e o pequeno Suki ficou connosco. E passaram a quatro. Neste momento temos o Preto com 10 anos, o Gordo com 9, o Patinhas com 7 e o Suki com cerca de 5 meses. 


Cada um com as suas manias, com a sua personalidade, no geral dão-se bem, embora volta e meia haja picardias entre o Gordo e o Patinhas. Sempre se pegaram um pouco, mas nada de grave. 


São os meus gatos, que adoro incondicionalmente, que fazem parte da alegria dos meus dias, que fazem sempre uma festa quando eu chego a casa, e eu adoro chegar a casa e ter a comitiva à minha espera para mimos e brincadeiras.


Passemos às fotos... 


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 O Preto tem a sina de ficar sempre agarrado com as unhas onde quer que seja: é nas mantas, nos tapetes, aqui foi no arranhador. Um tanto ou quanto desastrado este Preto.


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O copo era só para a foto! 


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 Coisa mais boa da dona!!


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 Olhem ali os dentinhos à vampiro! Desde bebé que tem assim as dentuças de fora. Uma característica dele que permitiu o reconhecimento imediato quando o encontrámos na associação.


 


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 Gordo, como se pode ver pelo tamanho da barriga, a fazer do Preto almofada. Típico!


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 Gordo, ele?! Já houve quem achasse que era uma gata. Prenha. Tadinho.


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 Tanta vergonha!!


 


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 Os três: Gordo, Preto, Patinhas.


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 Gordo e Patinhas num dos seus momentos de paz. 


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 Preto e Patinhas têm um fetiche qualquer com tapetes. 


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 Olhão azul do Patinhas.


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 Patinhas na ronha.


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 Patinhas no relax, de papo para o ar. Detesta que lhe peguemos ao colo e ele virado de barriga para cima, mas a dormir é nestes preparos. Vá-se entender.


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Suki, em Junho, quando chegou cá a casa. Já de banho tomado e barriga cheia. A primeira foto possível do pequeno selvagem.


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Suki já à vontade, e nas suas brincadeiras.


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Adoro os olhos cor de mel.


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Suki a dormir com o Preto.


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Suki a dormir com o Gordo.


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A foto mais recente de Suki, tirada na semana passada.


 


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Os quatro na hora da paparoca. Assim como nós nos sentamos sempre no mesmo lugar à mesa, eles é assim. E não, ninguém os ensinou. Suki aqui ainda era um minorca. E volta e meia é trapalhão e vai roubar o lugar aos outros, mas eles entendem-se bem.


 


E pronto, família felina apresentada. Cá em casa todos os dias é uma animação. Há rotinas que eles já conhecem e cumprem, mas com quatro pestes, não há dois dias iguais. Então a chegada do mais novo veio dar novo animo à trupe. Para as brincadeiras mais ativas, as correrias desenfreadas, Suki encontrou um companheiro no Patinhas. Para chatear, Suki escolheu o pacífico Preto. É ver o Preto a miar a fugir da criança, e o reguila atrás, sem largar. Para dormir, gosta do Gordo. Se calhar é por ser mais fofo. Ah ah ah


 


 


 


 


 

Encontrei um gatinho bebé na rua

Esta manhã, num largo da vila onde vivo, vinha a passar e ouvi um miar de gato bebé. Fui ao encontro do miar e lá estava um gatito muito pequeno preto de olhos verdes com uma espécie de madeixas castanhas. Estava num vaso daqueles que enfeitam as ruas e havia lá prédios. Uma senhora, estava á janela e viu-me a falar com o gato. Disse-me que tinha aparecido ali esta manhã e que uma vizinha já lá tinha colocado comida. Disse também que não tinha quintal e não podia ficar com a gata (disse-me que era uma ela). Eu acochei-me para fazer festinhas, com todo o cuidado,  pensando que o animal ia fugir por ser selvagem. Mas sabem o que aconteceu? A gatita primeiro subiu apara as minhas pernas e depois para o meu peito e ficou ali a pedir mimos sem me largar mais. Entretanto apareceu outra senhora , que disse logo: "oh ela gostou de si, não quer ficar com ela?" Eu disse que não podia.

 

Então, como havia ali perto uma loja de animais a tal senhora pediu se podiam ficar com a bichana, porque podia ser que alguém a quisesse adoptar.  A gatita ficou lá dentro de uma gaiola.

 

Mas eu estou tão triste, até com remorsos, porque não me consigo esquecer o facto de a gatinha ter subido para o meu colo. Parecia que me tinha escolhido...Mas eu não tenho nem condições financeiras, nem espaço, para ter outro gato em casa, além disso, tenho o Riscas, que já tem 3 anos e nem sei como ele receberia um ser tão pequenino , porque  aquela gata nem dois meses deve ter é tão pequenina. Mas é tão meiguinha, só pode estar habituada a lidar com humanos!

 

Quem é que abandona assim um bichinho tão fofinho! Quanto tempo é que ela vai ficar a gemer dentro daquela gaiola! Estou mesmo desolada!

 

Actualização a 02/10/2015

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A bichana continua lá na loja dentro da gaiola. Tirei a foto antes da loja abrir. Que pena me faz...

 

Nova atualização:  A gatinha adotada, segunda a Sra da loja por uma "boa família "! Um final feliz, concluo.

Zoo's, sim ou não?

Se hoje me perguntassem “O que queres ser quando fores grande?”, hoje a resposta seria bem diferente. Se tivesse essa possibilidade, gostaria de me dedicar a fotografar animais. Fotógrafa amadora, nos tempos livres, amante de animais a tempo inteiro. Quem sabe se um dia não arranjo um lugarzinho num cantinho bem pequenino da National Geographic. Enquanto isso não acontece, tento, fotografar animais por aí, conforme posso, e devido ao meu fascínio por animais selvagens, acabo muitas vezes a visitar os zoo’s. Já fui ao Jardim Zoológico da Maia umas quantas vezes, assim como à Quinta de Santo Inácio e ao Parque Biológico em Vila Nova de Gaia, já fui duas ou três vezes ao de Lisboa e ao Badoca Safari Park. No estrangeiro fui ao  Parc Merveilleux no Luxemburgo, e ao MundoPark em Sevilha, onde vi felinos que nunca tinha visto até então!

 

No entanto, e apesar de deliciar os olhinhos com tanto animal, essencialmente com os grandes gatos, tenho uma relação dual com os Zoo’s. Se por um lado, nos dão a conhecer animais que de uma outra forma não teríamos oportunidade de ver ao vivo e a cores, por outro, questiono-me até que ponto os animais são felizes ali, naquele pequeno espaço. Sendo animais selvagens, os grandes felinos, os ursos, hipopótamos e outros grandes animais, têm outras necessidades que os zoo's não têm como satisfazer. Claro que, este tipo de pensamento, leva a outras questões, como a domesticação do gato e do cão, e do aprisionamento em casas e apartamentos, mas isso, daria um outro artigo, e não é por aí que hoje, quero entrar.

 

A verdade é que, em cada zoo que passo, fico sempre com a sensação de que os animais não têm o espaço que necessitam, que são espaços demasiado pequenos, mas também é verdade e sabido que os animais em cativeiro têm outro tipo de qualidade de vida que lhes permite viver mais tempo. O facto de terem uma refeição diária (suponho), sem necessitarem de se envolver em confrontos para caçar, é realmente uma das grandes vantagens e também tenho conhecimento que muitos animais que estão em zoo's são "elos fracos" que na natureza não vingariam, por variados motivos.

 

Outra questão que me causa arrepio nos zoo’s, e vi isso, essencialmente em Sevilha, é o aproveitamento comercial. No MundoPark era possível as pessoas tirarem fotografias com os felinos bebés, e para tal, retiram as crias às mães, para conviverem basicamente só com o tratador, para serem mais meigos. Causou-me arrepio ver um tigre branco bebé sozinho na sua espécie de jaula…

 

Aqui está ele:

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E a sua mãe, cara de um, focinho do outro! xD

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Já agora, só para avisar que o Zoo da Maia tem um tigre branco, também lindo, aliás mais lindo, por ser mais riscado. Mas digam vocês de vossa justiça!

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O Zoo de Sevilha tem uma grande variedade de felinos, e aqui vão mais dois, para verem como não minto. 

 

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A verdade é que ficava aqui o dia todo a mostrar fotos dos meus gatinhos grandes! Mas coloco apenas mais uma para provar que eles não são assim tão diferentes daqueles que temos nas nossas casas:

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Termino assim com duas perguntas: Qual é o vosso sentimento face aos zoos? Podem efectivamente os amantes dos animais, gostar de visitar os zoo's e perpetuar este aprisionamento de animais selvagens?

Breve apresentação

Olá! Sou a Pandora, e estou muito grata pelo convite de pertencer a este blog. 


O tempo é escasso para dedicar à blogosfera, mas vou dar o meu melhor para contribuir aqui, neste espaço dos Amigos dos Animais.


Sou uma cat person assumida, atualmente com 4 gatos dentro de um T2. Fora os que alimento na rua, e que vêm ao meu terraço comer, já que tenho lá ração e água sempre à disposição.


Lá porque adoro gatos, cresci com eles desde bebé e não sei o que é viver sem eles, sou uma defensora dos animais. Já pertenci a uma associação, já colaborei com várias, de momento restrinjo-me a uma ajuda individual, se assim se pode dizer. No carro ando sempre com um saco de ração de cão, em casa tenho de gato para andar a distribuir pela rua, já tirei animais da rua, já arranjei donos a uns quantos, já participei em campanhas de recolha de alimentos em grandes superficies comerciais, já organizei eventos para angariação de donativos, e gostaria de fazer muito mais, mas dentro do que posso, contribuo para que o mundo seja um bocadinho melhor e mais justo para os animais que são maltratados e abandonados.


Podia ter abraçado outras causas de solidariedade, mas escolhi dar voz aos que não a têm para se defender. Porque temos tanto a aprender com os quatro patas, porque com eles somos melhores. 


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Espero poder dar um contributo ativo nesta questão da defesa dos animais, baseada também na experiência que fui tendo como voluntária, na realidade que conheci em diferentes associações de proteção animal, nas suas lutas e dificuldades. 


 

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